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Antes de escolher o programa da sua oficina, faça estas 8 perguntas (e evite 4 erros caros)

22 de out.
3 min de leitura

Atualizado: 23 de out.

Escolher um programa para a oficina parece uma decisão técnica. Não é: é uma decisão de gestão. O software certo devolve horas por semana e mostra onde está o lucro; o errado obriga a equipa a trabalhar para o programa, em vez de o programa trabalhar para a equipa.

Em Portugal, 72% das oficinas são independentes, com uma média de cinco funcionários produtivos e dois não produtivos (inquérito ANECRA relativo a 2024, citado pelo Jornal das Oficinas em dezembro de 2025). É neste tipo de empresa que cada hora conta — e onde um programa mal escolhido pesa mais.

Em 30 segundos

  • Comece pelos 3 problemas que mais tempo lhe roubam — não pela lista de funcionalidades.

  • Faça as 8 perguntas deste guia a qualquer fornecedor antes de assinar.

  • Evite os 4 erros que saem caros: preço enganador, programa genérico, equipa de fora e suporte fraco.

  • Teste com trabalhos reais e compare o tempo antes e depois.


Primeiro: o que é que a sua oficina precisa mesmo?

Antes de ver demonstrações, escreva numa folha os três problemas que mais tempo lhe roubam. Para a maioria das oficinas são sempre os mesmos: orçamentos feitos à noite, ordens de reparação em papel que se perdem, e não saber ao certo quanto se ganhou em cada serviço. Um bom software resolve estes três antes de qualquer outra coisa.

Dono da oficina e mecânicos reunidos à volta de um tablet
A escolha do programa decide-se com a equipa, não só no escritório.

As 8 perguntas que deve fazer a qualquer fornecedor

  1. Faz orçamentos e ordens de reparação ligados entre si? O orçamento aprovado deve passar a ordem de reparação e depois a fatura com um clique.

  2. A faturação é certificada pela Autoridade Tributária? Se a sua oficina fatura mais de 50.000 € por ano ou tem contabilidade organizada, o programa certificado é obrigatório.

  3. Controla peças e stock? Saber o que entrou, o que saiu para cada viatura e o que precisa de encomendar.

  4. Guarda o histórico de cada viatura e cliente pela matrícula? É o que lhe permite lembrar revisões e vender manutenção.

  5. Funciona no telemóvel e no tablet? O mecânico deve conseguir registar o trabalho junto ao carro.

  6. Mostra indicadores de gestão? Faturação, margem por serviço, horas vendidas, peças com mais saída.

  7. Como é feita a migração dos dados atuais? Clientes, viaturas e artigos devem passar sem ter de escrever tudo de novo.

  8. Quanto custa por mês, com tudo incluído? Pergunte por utilizadores, módulos, atualizações e suporte.

Da papelada à oficina organizada

  • O ponto de partida: papel e calculadora

Os 4 erros que saem caros

  • Escolher só pelo preço mais baixo e descobrir depois que cada módulo é pago à parte.

  • Comprar um programa genérico de faturação e continuar a fazer as ordens de reparação em papel.

  • Não testar com a equipa: se os mecânicos não usam, o sistema morre ao fim de um mês.

  • Ignorar o suporte: quando a faturação para numa sexta-feira à tarde, precisa de alguém do outro lado.

Faça o teste com dados reais

Uma demonstração bonita não prova nada. Peça um período de teste e use-o com trabalhos reais: três orçamentos, três ordens de reparação, uma encomenda de peças e um fecho de semana. No fim, compare o tempo que levou com o que levava antes.

Mecânico junto ao motor de um carro com um tablet na mão
O teste que conta: o mecânico a usar o sistema junto ao carro.

Exemplo ilustrativo (não é um caso real): se o dono de uma oficina gasta 6 horas por semana em orçamentos e o novo sistema reduz esse tempo para metade, ganha cerca de 13 horas por mês. Ao valor de referência de 34,03 € por hora de mão de obra apurado pela ANECRA para o final de 2024, são mais de 440 € de tempo por mês que pode voltar a faturar.

Um programa de oficina não se escolhe pela lista de funcionalidades. Escolhe-se pelas horas que devolve e pelos números que mostra. Se ao fim de um mês não sabe melhor onde ganha dinheiro, não é o programa certo. — Diego Silva, fundador da iTEG4Business, Mestre em Gestão

Como a iTEG4Business o pode ajudar

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Fontes

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