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Está a cobrar a hora pelo vizinho? Como calcular o preço que dá lucro à sua oficina

22 de out.
4 min de leitura

Atualizado: 23 de out.

Sexta-feira, 19h. O último carro sai do elevador, a equipa vai para casa e o dono da oficina fica a olhar para o extrato do banco. A semana foi cheia — então porque é que a conta não acompanha?

Pergunte a dez donos de oficina como chegaram ao preço da hora e a maioria responde o mesmo: "vi o que os outros cobram". Só que o vizinho tem outra renda, outra equipa e outra ocupação. Se o seu preço não nasce dos seus custos, pode estar a trabalhar muito e a ganhar pouco — ou nada.

Em 30 segundos

  • O custo do trabalho por hora subiu 5,4% no 2.º trimestre de 2026 (INE) e o salário mínimo passou para 920 €.

  • O erro clássico: dividir os custos pelas horas pagas, em vez das horas que de facto fatura.

  • Três passos: somar todos os custos, contar as horas faturáveis, dividir e juntar a margem.

  • Subir a taxa de ocupação vale tanto como subir o preço — e o cliente não sente.


Os custos mexeram. O seu preço também?

Segundo o INE, o custo do trabalho por hora efetivamente trabalhada subiu 5,4% no 2.º trimestre de 2026, face ao mesmo período de 2025. O salário mínimo nacional passou para 920 € em janeiro de 2026.

Traduzindo: uma hora que estava bem calculada há dois anos provavelmente já não está.


O erro mais caro: dividir pelas horas pagas

Um mecânico pode estar 8 horas na oficina, mas não fatura 8 horas. Há diagnóstico que não se cobra, esperas por peças, limpezas, deslocações, formação, garantias e retrabalho.

Se divide os custos pelas horas pagas, o preço sai baixo demais. A conta certa divide pelas horas que de facto vende.


Cronómetro pousado sobre o motor aberto de um carro numa oficina, com um mecânico desfocado ao fundo
Cada hora que não chega à fatura encarece todas as outras.

Passo 1: some tudo o que a oficina gasta num mês

Inclua tudo o que a oficina gasta para estar aberta — mesmo o que não parece "da oficina":

  • Salários e encargos de toda a equipa, incluindo o seu (o dono também tem de ser pago).

  • Renda, água, eletricidade, gás e comunicações.

  • Seguros, contabilidade, software, licenças e subscrições de diagnóstico.

  • Amortização de equipamentos (elevadores, máquinas de diagnóstico, compressores).

  • Consumíveis que não fatura à parte e uma reserva para avarias de equipamento.


Passo 2: conte as horas que realmente fatura

Multiplique as horas pagas aos técnicos pela taxa de ocupação real — a percentagem dessas horas que acaba numa fatura.

Não sabe a sua? Comece a medir já: durante um mês, registe em cada ordem de reparação as horas faturadas e compare com as horas de presença.


Passo 3: divida e junte a margem

Custos do mês a dividir pelas horas faturáveis dá o custo de cada hora vendida. Abaixo deste valor, cada hora dá prejuízo. Acima dele, junte a margem que quer para lucro e para investir — equipamento novo, formação em elétricos, um sistema de gestão.


Por dentro das horas de uma oficina

  • Diagnóstico e medição

Faça a conta: um exemplo com números redondos

Exemplo ilustrativo (não é um caso real): uma oficina com 3 técnicos a 168 horas pagas por mês cada tem 504 horas pagas. Com uma ocupação de 70%, fatura cerca de 353 horas.

Se os custos totais do mês forem 12.000 €, cada hora vendida custa cerca de 34 €. Para uma margem de 25% sobre esse custo, o preço da hora fica perto de 42,50 €.

E aqui está o pormenor que muda tudo: se a ocupação subir para 80%, o custo por hora desce para cerca de 30 € — sem cortar um único custo.


A alavanca que quase ninguém usa: a ocupação

Aumentar a percentagem de horas faturadas vale tanto como aumentar o preço, e o cliente não sente. As horas perdem-se em orçamentos refeitos, peças pedidas tarde, técnicos à espera de aprovação e trabalho feito e esquecido na fatura.

Tudo isto se reduz com processos organizados:

  • Ordens de reparação digitais com tempos registados por tarefa.

  • Aprovação de orçamentos por mensagem, sem telefonemas.

  • Stock de peças visível antes de marcar o trabalho.

  • Fatura gerada a partir da ordem de reparação, para nada ficar por cobrar.


Preço não é palpite. Quem não sabe quanto lhe custa uma hora não sabe se está a ganhar dinheiro — está só a trabalhar. — Diego Silva, fundador da iTEG4Business, Mestre em Gestão

Dono de oficina e contabilista a rever números num portátil, num pequeno escritório junto à oficina
Meia hora por trimestre a rever custos e ocupação pode valer milhares de euros por ano.

Reveja o preço de 3 em 3 meses

Custos e ocupação mudam com a época, com contratações e com aumentos de energia. Marque na agenda uma revisão trimestral: recalcule os custos, veja a ocupação real dos últimos três meses e ajuste.

É meia hora de trabalho que pode valer milhares de euros por ano.


Como a iTEG4Business pode ajudar

O Go Auto regista as horas por ordem de reparação, liga orçamento, peças e fatura e mostra-lhe os indicadores do negócio, para que o preço da hora deixe de ser um palpite. Se preferir, fazemos a conta consigo:

  • Go Auto — sistema de gestão para o setor automóvel, com 30 dias grátis para experimentar.

  • Diagnóstico gratuito — 30 minutos para calcular o custo real da sua hora e a sua taxa de ocupação.

  • Consultoria de gestão — preços, margens e indicadores com quem é Mestre em Gestão.

Marque o seu diagnóstico gratuito em iteg4business.com ou escreva para geral@iteg4business.com.


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Fontes

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