Peças paradas, dinheiro parado: 4 passos para libertar tesouraria no stock da oficina
Atualizado: 23 de out.
São nove da manhã e o cliente da revisão já está à espera. O mecânico vai ao armazém buscar o filtro de óleo e encontra de tudo: três caixas de pastilhas para um modelo que já quase não entra na oficina, lâmpadas com pó de dois anos, a peça que "pode vir a fazer falta". O filtro que faltava, esse, não está lá.
Entre filtros, pastilhas, óleos e lâmpadas, o armazém de uma oficina acumula dinheiro. Dinheiro que não aparece na conta bancária, mas que pesa na tesouraria todos os meses.
Em 30 segundos
Ter stock custa mais do que a peça: a literatura de gestão aponta para 20% a 30% do valor do inventário por ano.
A análise ABC mostra onde está o dinheiro e onde vale a pena gastar tempo de gestão.
Mínimos e pontos de encomenda para o que roda; o resto encomenda-se por trabalho.
Peças sem movimento há mais de 12 meses: devolver, promover ou abater com o contabilista.
O custo invisível da prateleira cheia
Ter stock custa mais do que o preço da peça. Há o espaço, o tempo de quem arruma e conta, os seguros, as peças que se estragam ou ficam obsoletas e, sobretudo, o custo de oportunidade do dinheiro empatado.
Na literatura de gestão, o custo anual de ter stock costuma situar-se entre 20% e 30% do valor do inventário (referência geral citada na Wikipedia, "Carrying cost").
Exemplo ilustrativo (não é um caso real): uma oficina com 15.000 € em peças na prateleira, a um custo de 25% ao ano, gasta cerca de 3.750 € por ano só para manter esse stock. Se conseguir reduzir o stock em um terço sem falhar trabalhos, liberta 5.000 € de tesouraria e poupa perto de 1.250 € por ano.

Passo 1 — Saber o que tem
Parece óbvio, mas muitas oficinas não sabem o valor real do stock. Faça uma contagem completa e registe-a no sistema.
A partir daí, cada peça que sai fica associada a uma ordem de reparação. Assim o stock do sistema bate certo com o da prateleira.
Passo 2 — Classificar as peças (análise ABC)
Classe A: as poucas referências que representam a maior parte do valor consumido. Controlo apertado.
Classe B: referências intermédias. Revisão regular.
Classe C: muitas referências de baixo valor. Regras simples, como um stock mínimo.
Esta classificação mostra onde está o dinheiro e onde vale a pena gastar tempo de gestão.
Prateleiras arrumadas por referência
Passo 3 — Definir mínimos e encomendar com dados
Para as peças que roda todas as semanas, defina um stock mínimo e um ponto de encomenda com base no consumo real e no prazo do fornecedor. Para as restantes, encomende por trabalho.
Com distribuidores que entregam várias vezes por dia, ter tudo em casa raramente compensa.
Passo 4 — Tratar o stock morto
Liste as peças sem movimento há mais de 12 meses. Algumas podem ser devolvidas ao fornecedor, outras usadas em promoções de manutenção, e as obsoletas devem ser abatidas com o seu contabilista.
O objetivo é simples: a prateleira só deve ter o que roda.

Os indicadores a seguir todos os meses
Valor total do stock.
Rotação: quantas vezes por ano o stock é consumido.
Peças sem movimento há mais de 6 e 12 meses.
Peças usadas que ficaram por faturar.
Peça parada é dinheiro parado. O dono da oficina que sabe o que tem na prateleira negoceia melhor com fornecedores e dorme melhor ao fim do mês. — Diego Silva, fundador da iTEG4Business, Mestre em Gestão
Como a iTEG4Business pode ajudar
O Go Auto liga o stock às ordens de reparação e à faturação, para que cada peça que sai fique registada e faturada. Para quem tem armazém, logística ou várias localizações, o Go Logic é o sistema de gestão de armazém da iTEG4Business.
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